A greve dos bancários da Caixa Econômica Federal chegou ao fim por ordem judicial. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) fixou a retomada dos serviços para esta quarta-feira (30/9).
Embora a paralisação não tenha sido considerada abusiva, as relações de trabalho na instituição passam a ser reguladas por sentença normativa válida até 31 de agosto de 2028, já que um novo Acordo Coletivo (ACT) não foi fechado.
O que foi garantido aos trabalhadores
Reajuste e Direitos: Com a mobilização da Contraf-CUT, foram preservados o reajuste pelo INPC mais 0,6% de aumento real, a PLR e as demais regras das normativas passadas.
Dias Parados: Os dias sem expediente não sofrerão desconto direto na folha e poderão ser compensados ao longo de até 180 dias.
O principal ponto de impacto financeiro veio no plano de saúde. O TST manteve a participação da Caixa limitada a 6,5% da folha de pagamentos, rejeitando a reivindicação de 9% da categoria.
Com essa definição, a empresa deixa de desembolsar cerca de R$ 2 bilhões durante a vigência da sentença. Além disso, ficou estipulado que, após o uso das reservas técnicas, eventuais déficits orçamentários do plano em 2026 poderão ser rateados diretamente entre os titulares beneficiários.
As entidades sindicais reforçam que, embora o retorno ao trabalho seja obrigatório, a luta e a vigilância em defesa dos direitos e da sustentabilidade do Saúde Caixa continuam firmes.
“A greve termina, mas a defesa dos direitos, do Saúde Caixa e da valorização dos empregados e empregadas continua”, diz a nota do Sindicato dos Bancários do Ceará.
Repórter Wilrismar Holanda






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